9ªCONFERÊNCIA-REGIONAL DE CONSULTA DAS CHILD HELPLINES DE ÁFRICA-2017
A Linha Fala Criança é membro pleno da Child Helpline International desde 2012 e tem participado regularmente nos encontros regionais de consulta das Child Helplines em África. De 18-20 de Setembro de 2017 decorreu a Conferência Regional de Consulta com o seguinte lema: Desenvolvimento Progressivo e Sustentabilidade das Child Helplines em África para Protecção das Crianças e Jovens em África.
O evento reuniu cerca de 20 países de África só para citar alguns, Moçambique, Etiopia, Kenya, zimbabwe, África do Sul, Zâmbia, Benin, Madagascar, Senegal, Camarões, Malawi entre outros países africanos; Estados Unidos da América e Inglaterra e parceiros Internacionais como por exemplo a Unicef Regional, Plan International , USAID e teve três dias de duração. Moçambique neste evento esteve representada pela Unicef Moçambique e a Associação Linha Fala Criança.
A LFC assim como as outras Child Helplines (CHL) e as respectivas agências da Unicef participou de um encontro de trabalho no dia 17 de Setembro cujo objectivo era o de partilhar experiências de trabalho a nivel local e os desafios enfrentados no sistema de gestão de casos. Com esta partilha se pretendia colectar informações de como cada Linha em específico gere os casos na sua parceria com o Governo e Unicef.
Cada CHL partilhou as suas experiências, sendo que destas pôde-se constatar que no geral a estratégia de trabalho implementada é de certa forma similar contudo existem ligeiras diferenças. Por exemplo a CHL do Kénia para além do 116 tem outro número de emergência e estes colaboram na gestão dos dados e tem o apoio do Governo nas suas actividades. Quando se trata de casos, o Kénia tem realizado encontros a três níveis: com conselheiros, conselheiros e o Governo e finalmente com outros actores chaves, o que difere de Moçambique pois na discussão de casos, não há envolvimento de parceiros, nem do Governo, apenas os colaboradores da LFC.
Destas discussões foram definidos como passos seguintes de forma a harmonizar a estratégia de trabalho pelas CHL :
- Estabelecer-se um grupo de trabalho coordenado pela CHL International onde deverá se trabalhar em:
- Definir-se uma ferramenta de gestão de casos que seja útil para todos;
- Testar a ferramenta de gestão de casos;
- Abordar os assuntos relacionados com a Violência Baseada no Gênero;
- Harmonizar as metodologias e terminologias dos tipos de casos pelas CHL;
- E a participação de todas CHL na avaliação de qualidade para Conselho Consultivo de Assistência à Criança.
Fazem parte deste grupo de trabalho: Moçambique, Kénia, África do Sul, Zimbabwé, e Zâmbia.
- As CHL partilham as suas ferramentas
- Ter um ponto focal em cada CHL
- Explicar melhor o papel do Consultor e do Conselho Consultivo da Juventude
- Advocacia Regional em relação ao sector privado
Insistiu-se sobre a confidencialidade que deve ser objecto dos contratos dos conselheiros, o respeito dos padrões mínimos de cada pais e ter o manual de treinamento dos conselheiros. CHI partilhou o memorando de entendimento entre a CHL international e a Plan International Regional, garantindo que desta forma possa facilitar a parceria das CHL locais com as Plan International ao nivel local. Por exemplo, a CHL Zâmbia tem feito propostas junto com a Plan International do mesmo pais, no sentido de reforçar a protecção da criança e ajudar a aproximar outros doadores.
A experiência da CHL international mostrou uma pesquisa realizada a nível de alguns países de África no âmbito da campanha designada de “WeListen”, onde a partir de uma ferramenta online, pesquisam sobre como as crianças beneficiam dos seus direitos com particular enfoque ao direito de serem ouvidas. Nesta plataforma, elas dão as suas opiniões que depois serão discutidas e usadas para advocacia a nível local.Tem também apoiado o Fórum de Jovens baseado em Zimbabwe, este é constituído por jovens selecionados em diversas partes do mundo que representam os valores e anseios das crianças, tendo em conta que nada pode acontecer sem a participação destas, pois elas é que devem decidir sobre o que querem.
A necessidade das CHL incorporarem as suas actividades nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) e na Agenda Africana 2040 mostrou-se um ponto importante para as Linhas de ajuda. Há uma necessidade das actividades das CHl responderem aos objetivos traçados por estes documentos, pois será uma forma de contribuir para o alcance das metas ora definidas ao nível do continente Africano.
